Se quisermos concordar com Rousseau, admitiremos que o homem nasce essencialmente bom e a sociedade o corrompe. Em uma visão mais inatista se dirá exatamente o contrário: as características de uma pessoa já estão presentes em sua essência de maneira latente, istó é, já nascemos com uma personalidade definida. Visões bem radicais e opostas.
Estou agora estudando Vygotsky, que nos dá uma resposta interessante à questão: para ele o homem é um ser social, sendo as características inatas existentes, mas de força reduzida em relação ao fruto das interações com a sociedade. Achei essa perspectiva bem interessante, mas ainda indago: violência está na parte inata ou é fruto das relações? Tendo a ver mais sentido na segunda hipótese, mas gostaria muito de dialogar com vocês.
Essa resposta afeta diretamente a proposta de ahimsa: só é possível trilhar um caminho real de não-agressão se esta não fizer parte da nossa essência.
