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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Nascemos prontos ou somos formados pelo meio?

Conversando com dois alunos muito queridos psicólogos sobre o yama do mês, surgiu uma interessante reflexão que eu gostaria de compartilhar: até que ponto a violência faz parte da natureza humana?

Se quisermos concordar com Rousseau, admitiremos que o homem nasce essencialmente bom e a sociedade o corrompe. Em uma visão mais inatista se dirá exatamente o contrário: as características de uma pessoa já estão presentes em sua essência de maneira latente, istó é, já nascemos com uma personalidade definida. Visões bem radicais e opostas.

Estou agora estudando Vygotsky, que nos dá uma resposta interessante à questão: para ele o homem é um ser social, sendo as características inatas existentes, mas de força reduzida em relação ao fruto das interações com a sociedade. Achei essa perspectiva bem interessante, mas ainda indago: violência está na parte inata ou é fruto das relações? Tendo a ver mais sentido na segunda hipótese, mas gostaria muito de dialogar com vocês.

Essa resposta afeta diretamente a proposta de ahimsa: só é possível trilhar um caminho real de não-agressão se esta não fizer parte da nossa essência.