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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Ética que transcende as culturas

Ontem meu namorado comentou que havia acompanhado uma conhecida quando esta ia a um ashram na zona sul de São Paulo. Estava acontecendo uma palestra com um guru vindo da Índia e ele, curioso, resolveu ficar para assistir. Me contou que, apesar de o ambiente ser bastante místico, com uma abordagem à filosofia bem diversa daquela dada no Swásthya Yôga, ele achou muito interessante o que aquele guru importado falava e me contou algumas coisas. O tema era precisamente yamas e niyamas e muito do que foi conversado é bastante semelhante a posts colocados aqui.

Eu não estava lá, mas refleti bastante sobre o que meu namorado contou e resolvi escrever aqui. Existem valores éticos que transcendem contexto, época e grupos sociais. Valores universais, que farão sentido e ecoarão em qualquer ser humano, independente da etnia, crença ou criação familiar. Estão explicitados por Patáñjali no Yôga Sútra, mas também estão na Torá, na Bíblia e em muitos outros documentos de conduta de sociedades. Não a toa, em sua maioria se repetem, com poucas mudanças: entre os yamas e os 10 mandamentos não roubar é praticamente igual, não matar se transforma em não-violência, não-possessividade em 'não cobiçarás a mulher do próximo'. É interessante ver as semelhanças e analisar as diferenças, onde, aí sim, penso que reside a marca de cada cultura.

Hoje li no Facebook a história de uma moça que transformou o dia do aniversário de um menino de rua comprando-lhe um bolo e dando-lhe parabéns. Para além de tábulas de lei ou códigos de ética: ações como essa ressoam no coração de qualquer Ser Humano como algo bom, lindo, edificante.

Não é, assim, necessário se ler e estudar ética para que esta possa ser praticada. Ela é inerente a cada um de nós. Uma escolha e uma postura perante a vida.