quinta-feira, 14 de junho de 2012

Íshwara Pranidhána

Depois de quase dois meses em jejum, volto a publicar!

Aviso a todos os leitores que este blog continua ativo. Tive uma sério de imprevistos nos últimos tempos que fizeram com que eu não conseguisse manter o mesmo ritmo de antes. Agora estou de volta!

O mês de maio foi dedicado ao niyama Íshwara Pranidhána e posso dizer que efetivamente o vivenciei. Este preceito ético, que literalmente significa "aos pés de deus" (deus com 'd' minúsculo, pois trata-se de Íshwara, divindade familiar, o que seria próximo do santo para o catolicismo), pode ser compreendido através de alguns dizeres populares como "o que não tem remédio, remediado está", ou "joga pra D'us", entre outros.

Para as situações da vida que fogem ao nosso controle, adotamos o que no SwáSthya Yôga foi traduzido com auto-entrega: se você já fez tudo o que podia perante a um problema, relaxe. Entregue-se. De que adianta criar uma gastrite nervosa com o trânsito se você não pode passar por cima dos carros?

É claro que Íshwara Pranidhána não deve servir de pretexto para a falta de dedicação ou comprometimento na vida. Mas nessa roda viva em que viemos, cheia de pressa, cobrança, e infartos pode salvar vidas!

Depois de passar por esse tipo de situação irremediável voltei. E quero fazer do mês de junho também o mês deste fantástico niyama. Convido a todos a pensarem sobre ele e o exercitarem comigo. Gostaria muito de ter feed-backs sobre as dúvidas e experiências nos comentários.

Com certeza, falta muita entrega nesse mundo!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Feijão branco com tomate e ervas (Moinho de Pedra)

Essa receita é uma das muitas contidas no livro cozinha natural gourmet, da chef Tatiana Cardoso, que dirige o restaurante Moinho de Pedra em São Paulo. Não costumo colocar aqui receitas de livros (afinal é só olhar neles), mas essa jóia vale a pena divulgar: o conceito desse restaurante é a união de alta gastronomia com boa alimentação, fazendo um convite aos sentidos a cada prato e mostrando que a alimentação sem carnes não se restringe ao natureba estereotipado. Fica a dica!

Ingredientes:
  • 1 1/4 de xícara  de feijão branco
  • 4 xícaras de caldo de legumes (de preferência caseiro*)
  • 2 colheres (sopa) de azeite extra-virgem
  • 1 colher (chá) de alho picado
  • 1 colher (sopa) de folhas de manjericão
  • 1 colher (sopa) de folhas de alecrim picadas
  • 1 colher (sopa) de cebolinha (parte verde) picada
  • 1 colher (chá) de sal marinho (se não houver sal no caldo)
  • 2 tomates, sem pele** e sem semente, cortados em 8 gomos
  • 1 colher (sopa) de folhas de salsinha picadas
Modo de preparo:
  1. Deixe o feijão de molho por uma noite ou então em água quente por 2 horas. Escorra.
  2. Coloque o feijão com o caldo de legumes em uma panela de pressão. Feche e leve ao fogo. Quando começar a apitar abaixe o fogo e cozinhe por 10 minutos (15 minutos se tiver deixado só 2h de molho). Retire a pressão e abra a panela.
  3. Em uma frigideira grande ou uma wok, junte metade do azeite, o alho, as ervas com exceção da salsinha e o sal (se não tiver no caldo). Salteie por 1 minutos. Adicione o tomate e cozinhe em fogo médio com a panela tampada por 5 minutos ou até o tomate se desmanchar.
  4. Junte o feijão e o caldo à mistura e cozinhe por mais 10 minutos.
  5. Quando estiver pronto acrescente a salsinha e o resto do azeite.
Rende 6 porções. Vai bem com arroz e legumes, farofa ou batata palha. Um prato leve, nutritivo e muito saboroso.

* Para fazer caldo de legumes caseiro é muito simples: ferva em 2 litros de água filtrada 3 xícaras de talos e pedaços de hortaliças com os temperos e ervas de sua preferência por 30 minutos. Coe. Rende 1 litro e pode ser congelado (use os talos e folhas que geralmente você joga fora).
** Para tirar a pele do tomate faça um pequeno corte em X na parte de baixo da fruta já lavada e coloque-o por 1 minuto em uma panela com água fervendo. Retire com um garfo. A pele sairá facilmente, sendo puxada a partir do X.

Bom apetite!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Veta, Dilma!


Para quem não sabe, o Novo Código Florestal - que mas adequadamente deveria ser chamado Código Ruralista - foi aprovado na Câmara e no Senado. Agora só resta passar pela nossa cara presidenta.

Se você quer saber mais e apoiar a campanha à favor das nossas florestas, conheça o Floresta faz a diferença.


Podemos sim fazer a diferença no futuro das próximas gerações com as nossas ações!


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Mini-hamburguer de cenoura, ricota e quinoa

Tudo começou com a tentativa de fazer um pão de cenoura com queijo que não cresceu. Uma amiga veio em casa e comentou: 'adorei o hamburguinhos!' Fiquei com a idéia de fazer um hambúrguer de cenoura na cabeça, e na procura de receitas, achei uma interessante no blog da Daniella Cravo & Canela, com ricota e aveia. Como teria uma pessoa que não pode consumir glúten para almoçar, substituí a aveia por quinoa, e, após algumas poucas alterações saiu a receita da Juju, aprovada por um público bastante exigente!

Ingredientes:
  • 1 cenoura média ralada no ralador fino
  • 200g de ricota fresca amassada
  • 1/2 cebola ralada
  • 2 dentes de alho amassados
  • 1 colher (sobremesa) de azeite
  • 1 clara de ovo
  • Farinha de quinoa (ou de trigo) para dar o ponto
  • Ervas finas à gosto
  • Cebolinha fresca picada à gosto
  • Sal à gosto
  • Pimenta do reino à gosto
  • Quinoa em flocos para empanar
Modo de preparo:

Em um recipiente grande misture todos os ingredientes com exceção da farinha e da quinoa em flocos. A receita original não levava farinha e ficou muito mole, quase impossível de formar os hambúrgueres sem desmontá-los. 

Quando todos os outros ingredientes estiverem bem misturados veja se com uma colher de sopa consegue forma-los. Se não, vá adicionando a farinha (ou de quinoa ou de trigo) aos poucos até que a massa fique com mais liga. 

Forme então os mini-hambúrgueres (pegue a quantidade de uma colher de sopa cheia, coloque o conteúdo sobre o prato com a quinoa em flocos e amasse-o levemente para ficar achatado), empanando-os com a quinoa em flocos.

Aqueça bem uma frigideira anti-aderente com um fio de azeite e grelhe os mini-hambúrgueres de ambos os lados. Sirva imediatamente.

Uma receita rende cerca de 12 unidades, dependendo do tamanho de cada um. Fica delicioso no Cheeseburguer, acompanhando salada ou mesmo arroz, legumes e o que você quiser. Receita leve, saudável e deliciosa. Obrigada, Daniella!

Bom apetite!

sábado, 14 de abril de 2012

Enfim o mês do auto-estudo

Esse é o niyama que mais admiro e que considero que está na base de todo o código de ética yôgin. Swádhyáya é olhar para dentro de si e perceber os mecanismos físicos, emocionais e mentais que fazem você ser quem é. É a observância constante de todas as atitudes que tomamos.

Podemos trabalhar auto-estudo fazendo qualquer coisa, em qualquer lugar: no trabalho, nos estudos, com a família, amigos, lendo um livro, na prática de Yôga ou de qualquer outra atividade. Para mim é como se pudéssemos nos olhar de longe e, assim, nos enxergar por uma nova perspectiva.

No ocidente o auto-estudo é bastante relacionado às práticas de terapia e psicanálise. São possibilidades interessantes, que podem ajudar, bastante, muitas pessoas a se entenderem melhor. Cabe, porém, pontuar que é uma perspectiva teórica, não-vivencial que se obtém deste processo (faço exceção à prática da bio-energética, de Wilhelm Reich, que é bastante vivencial e integra o corpo em seu trabalho). Não se precisa deitar em um divã para se poder perceber melhor, e este auto-estudo não é necessariamente só no âmbito racional. Na prática do Yôga, juntamente com outras filosofias orientais, utiliza-se da vivência que integra corpo, emoção e intuição para o auto-conhecimento. O resultado é muito diferente e posso dizer com propriedade, pois fiz análise por muitos anos: há uma apropriação das auto-percepções muito maior quando estas são vivenciadas na prática.

Outros caminhos que possuem grande potencial em gerar auto-estudo: viajar para lugares desconhecidos, de preferência sozinho; fazer e assistir teatro, pintar e ir a exposições, ouvir e fazer música; fazer trilhas em meio a bosques, florestas e cachoeiras; escrever poesia.

Estes são apenas alguns que dão muito certo para mim. Faz parte de swádhyáya que cada um observe qual é o caminho de auto-conhecimento para si. Aguardo relatos de experiências e comentários!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Creme de milho com abóbora e gengibre

Essa foi daquelas receitas que surgem no calor do momento. Tinha os ingredientes, arrisquei... e adorei o resultado! Inspirado no Creme de Milho Verde da Ro de Castro, com vários toques pessoais.

Ingredientes:
  • Milho de 2 espigas médias, já debulhado
  • 500ml de leite
  • 1 colher (sobremesa) de manteiga
  • 1 cebola média picada finamente
  • 50g de gengibre fresco descascado e picado finamente
  • 350g de abóbora japonesa em cubos
  • 500ml de caldo de legumes (de preferência caseiro)
  • Cebolete picada finamente a gosto (ou a parte verde da cebolinha) 
  • Noz moscada a gosto
  • Requeijão e/ou parmesão ralado para finalizar
Modo de preparo:

Primeiro coloque a abóbora para cozinhar no caldo de legumes. É bem gostoso se você tiver caldo caseiro (é só deixar os talos de legumes que são normalmente jogados fora ferverem com água, um pouco de sal e especiarias, além de alho, cebola e mais o que você quiser. Use 1 litro de água para cada xícara de hortaliças e deixe ferver por 30min, coando). Deixe-a em fogo alto, com a panela tampada por uns 40 minutos, ou até a abóbora começar a desfazer.

Enquanto isso, bata os grãos de milho com metade do leite no liquidificador. Coe e bata o bagaço que sobrou com o resto do leite. Coe e esprema bem o bagaço* para que saia todo o suco.

Agora é hora de juntar tudo: em uma panela funda aqueça a manteiga e refogue a cebola juntamente com o gengibre até dourar. Acrescente o 'suco' de milho e a abóbora cozida com o caldo que tiver sobrado. Amasse a  abóbora com a colher até virar um creme. Mexa sempre. Quando a mistura ferver abaixe o fogo e continue mexendo para não grudar no fundo da panela. Acrescente a cebolete (se não tiver, cebolinha) e a noz moscada ralada. Deixe engrossar, ainda mexendo, por cerca de 15-20 minutos, ou até estar espesso ao seu gosto. Desligue o fogo.

Sirva em cumbucas ou pratos fundos com uma colher (sobremesa) de requeijão sobre o caldo e/ou parmesão ralado à gosto. Eu particularmente gosto de colocar os dois.

Rende 3 porções generosas, ótimas para aquecer uma noite mais fria. Para quem gosta de um paladar picante, pode aumentar a quantidade de gengibre, que dá o toque especial nessa sopa.


Bom apetite!

*Algumas receitas para aproveitar o bagaço do milho que sobrou:
Pão de centeio e milho verde (para quem tem máquina de pão)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Aula no Parque Vila Lobos!


Na semana santa farei uma aula especial de 2h de duração no Parque Vila Lobos. Aberta a todos os alunos, ex-alunos, amigos e interessados em conhecer a prática do SwáSthya Yôga, essa é uma possibilidade de passar o final da manhã de forma diferente.

Dia: Quarta - 4 de abril
Horário: das 11h às 13h
Local: Parque Vila Lobos (encontro no portão principal às 10h50)

Traga seu EVA, canga ou toalha, uma roupa confortável e seus amigos para curtir uma prática no meio da natureza e conviver conosco! Para maiores informações comente esse post, mande um e-mail para julia.calderoni@gmail.com ou ligue para (11) 9728-4666.