sexta-feira, 20 de julho de 2012

Introspecção - também é importante!

A escritora deste blog está passando por uma fase bastante introspectiva. Revendo conceitos, mudando paradigmas, fazendo um balanço da vida.

Não, não abandonarei o blog. Gosto muito deste canal de comunicação que se estabeleceu. Mas talvez os posts sejam por um tempo mais escassos... adoraria que quem me acompanha me pedisse posts.

Em alguns momentos na vida precisamos parar para reavaliar nossa caminhada. Para onde ela está nos levando. Faz parte do processo de auto-conhecimento. No Hinduísmo a figura de Shiva Shankara representa bem isso: aquele que, olhando de longe, transcendeu a dualidade da existência - o Universo de Maya. E do alto do Monte Kailash pode olhar a sociedade como quem está de fora. A figura do Eremita.

Platão fala algo parecido sobre o artista: aquele que anda à margem da sociedade e, por não estar totalmente inserido nela pode ter um olhar crítico e através da sua arte revelar as mazelas que adoecem essa sociedade.

É isso. Tem um vídeo-poesia que fiz para o curso de Pedagogia da USP que fala sobre essa caminhada; tentei nas últimas semanas postar aqui mas por algum motivo o blogger não aceitou. Vou resolver e espero poder compartilhar em breve.

Coloco para terminar o link para um texto que provavelmente muitos conhecem, acabou ficando popular na internet, mas que não deixa de ser profundamente pertinente. Fala sobre se acomodar. Sobre se acostumar com tudo o que não se deve acostumar.. parabéns pelas palavras sempre inspiradoras, Marina Colasanti!

Um abraço a todos e espero (sempre!) comentários para podermos trocar.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Panquecas de palmito com molho ao sugo

Essa receita é muito, muito fácil! Nem tinha pensado em colocar aqui por pensar ser trivial, mas decidi atender a pedidos. a única coisa que demora um pouco mais é o molho, que mesmo assim é moleza.

Ingredientes:

Massa:

  • 1copo de leite
  • 1 ovo
  • 1 copo de farinha
  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 1 pitada de sal
Recheio:
  • 1  cebola média picada
  • 300g de palmito picado
  • 1 fio de azeite
  • 100g de mussarela ou minas padrão picado ou ralado
  • 2 colheres (sopa) bem cheias de requeijão
  • ervas finas a gosto
  • sal, se precisar.
Molho:
  • 4 dentes de alho fatiados finamente
  • 1 lata de tomates pelados
  • 1 fio de azeite
  • pimenta do reino a gosto
  • sal a gosto
  • 1 punhado de folhas de manjericão - de preferência fresco

  • Parmesão ralado para finalizar.

Modo de preparo:

Massa: Bata todos os ingredientes no liquidificador. Aqueça uma frigideira com um fio de óleo, despeje um pouco de massa e faça movimentos circulares com a frigideira para a massa se espalhar formando uma panqueca. Deixe a massa assar, desprendendo as bordas com uma espátula quando estiver seca. Vire a massa e deixe-a dourando por mais 2-3 minutos. Retire a massa da frigideira, reservando-a e repita a operação até a massa acabar. Reserve.

Recheio: Aqueça o fio de azeite em uma panela pequena ou média. Junte a cebola picada e deixe dourar, mexendo para não queimar. Acrescente o palmito, as ervas finas e o queijo, mexendo sempre por 2 minutos. Adicione então o requeijão, deixando-o derreter e formar um creme. Normalmente não precisa de sal se o palmito for em conserva. Reserve.

Molho: Em uma panela média-grande aqueça o azeite. Junte o alho, deixando-o dourar levemente. Adicione então o tomate pelado, junto com o suco de tomates que vem na lata; a pimenta e o manjericão. Deixe cozinhar em fogo alto com a panela tampada por 5 minutos. Veja se ficou muito seco e se necessário acrescente um pouco d'água. Com a panela ainda no fogo amasse os tomates pelados com uma colher de pau na borda da panela até que fiquem em pequenos pedaços. Acerte o sal e deixe o molho depurar com a panela tampada por mais 3 minutos - se estiver seco, coloque mais 1/2 copo d'água.

Montagem: Coloque o recheio próximo à uma das bordas da massa e enrole. para um disco médio use 1 colher (sopa) bem cheia de recheio. Arrume as panquecas em um refratário e cubra-as com o molho de tomates. Salpique parmesão ralado e na hora de servir leve ao forno para aquecer.

Existem muitas versões da massa, com pequenas variações. Para panquecas doces não coloque sal e pode acrescentar canela ou baunilha na massa. Esse é um recheio fácil e gostoso. Invente aquele que você quiser e...

Bom apetite!


quinta-feira, 14 de junho de 2012

Íshwara Pranidhána

Depois de quase dois meses em jejum, volto a publicar!

Aviso a todos os leitores que este blog continua ativo. Tive uma sério de imprevistos nos últimos tempos que fizeram com que eu não conseguisse manter o mesmo ritmo de antes. Agora estou de volta!

O mês de maio foi dedicado ao niyama Íshwara Pranidhána e posso dizer que efetivamente o vivenciei. Este preceito ético, que literalmente significa "aos pés de deus" (deus com 'd' minúsculo, pois trata-se de Íshwara, divindade familiar, o que seria próximo do santo para o catolicismo), pode ser compreendido através de alguns dizeres populares como "o que não tem remédio, remediado está", ou "joga pra D'us", entre outros.

Para as situações da vida que fogem ao nosso controle, adotamos o que no SwáSthya Yôga foi traduzido com auto-entrega: se você já fez tudo o que podia perante a um problema, relaxe. Entregue-se. De que adianta criar uma gastrite nervosa com o trânsito se você não pode passar por cima dos carros?

É claro que Íshwara Pranidhána não deve servir de pretexto para a falta de dedicação ou comprometimento na vida. Mas nessa roda viva em que viemos, cheia de pressa, cobrança, e infartos pode salvar vidas!

Depois de passar por esse tipo de situação irremediável voltei. E quero fazer do mês de junho também o mês deste fantástico niyama. Convido a todos a pensarem sobre ele e o exercitarem comigo. Gostaria muito de ter feed-backs sobre as dúvidas e experiências nos comentários.

Com certeza, falta muita entrega nesse mundo!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Feijão branco com tomate e ervas (Moinho de Pedra)

Essa receita é uma das muitas contidas no livro cozinha natural gourmet, da chef Tatiana Cardoso, que dirige o restaurante Moinho de Pedra em São Paulo. Não costumo colocar aqui receitas de livros (afinal é só olhar neles), mas essa jóia vale a pena divulgar: o conceito desse restaurante é a união de alta gastronomia com boa alimentação, fazendo um convite aos sentidos a cada prato e mostrando que a alimentação sem carnes não se restringe ao natureba estereotipado. Fica a dica!

Ingredientes:
  • 1 1/4 de xícara  de feijão branco
  • 4 xícaras de caldo de legumes (de preferência caseiro*)
  • 2 colheres (sopa) de azeite extra-virgem
  • 1 colher (chá) de alho picado
  • 1 colher (sopa) de folhas de manjericão
  • 1 colher (sopa) de folhas de alecrim picadas
  • 1 colher (sopa) de cebolinha (parte verde) picada
  • 1 colher (chá) de sal marinho (se não houver sal no caldo)
  • 2 tomates, sem pele** e sem semente, cortados em 8 gomos
  • 1 colher (sopa) de folhas de salsinha picadas
Modo de preparo:
  1. Deixe o feijão de molho por uma noite ou então em água quente por 2 horas. Escorra.
  2. Coloque o feijão com o caldo de legumes em uma panela de pressão. Feche e leve ao fogo. Quando começar a apitar abaixe o fogo e cozinhe por 10 minutos (15 minutos se tiver deixado só 2h de molho). Retire a pressão e abra a panela.
  3. Em uma frigideira grande ou uma wok, junte metade do azeite, o alho, as ervas com exceção da salsinha e o sal (se não tiver no caldo). Salteie por 1 minutos. Adicione o tomate e cozinhe em fogo médio com a panela tampada por 5 minutos ou até o tomate se desmanchar.
  4. Junte o feijão e o caldo à mistura e cozinhe por mais 10 minutos.
  5. Quando estiver pronto acrescente a salsinha e o resto do azeite.
Rende 6 porções. Vai bem com arroz e legumes, farofa ou batata palha. Um prato leve, nutritivo e muito saboroso.

* Para fazer caldo de legumes caseiro é muito simples: ferva em 2 litros de água filtrada 3 xícaras de talos e pedaços de hortaliças com os temperos e ervas de sua preferência por 30 minutos. Coe. Rende 1 litro e pode ser congelado (use os talos e folhas que geralmente você joga fora).
** Para tirar a pele do tomate faça um pequeno corte em X na parte de baixo da fruta já lavada e coloque-o por 1 minuto em uma panela com água fervendo. Retire com um garfo. A pele sairá facilmente, sendo puxada a partir do X.

Bom apetite!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Veta, Dilma!


Para quem não sabe, o Novo Código Florestal - que mas adequadamente deveria ser chamado Código Ruralista - foi aprovado na Câmara e no Senado. Agora só resta passar pela nossa cara presidenta.

Se você quer saber mais e apoiar a campanha à favor das nossas florestas, conheça o Floresta faz a diferença.


Podemos sim fazer a diferença no futuro das próximas gerações com as nossas ações!


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Mini-hamburguer de cenoura, ricota e quinoa

Tudo começou com a tentativa de fazer um pão de cenoura com queijo que não cresceu. Uma amiga veio em casa e comentou: 'adorei o hamburguinhos!' Fiquei com a idéia de fazer um hambúrguer de cenoura na cabeça, e na procura de receitas, achei uma interessante no blog da Daniella Cravo & Canela, com ricota e aveia. Como teria uma pessoa que não pode consumir glúten para almoçar, substituí a aveia por quinoa, e, após algumas poucas alterações saiu a receita da Juju, aprovada por um público bastante exigente!

Ingredientes:
  • 1 cenoura média ralada no ralador fino
  • 200g de ricota fresca amassada
  • 1/2 cebola ralada
  • 2 dentes de alho amassados
  • 1 colher (sobremesa) de azeite
  • 1 clara de ovo
  • Farinha de quinoa (ou de trigo) para dar o ponto
  • Ervas finas à gosto
  • Cebolinha fresca picada à gosto
  • Sal à gosto
  • Pimenta do reino à gosto
  • Quinoa em flocos para empanar
Modo de preparo:

Em um recipiente grande misture todos os ingredientes com exceção da farinha e da quinoa em flocos. A receita original não levava farinha e ficou muito mole, quase impossível de formar os hambúrgueres sem desmontá-los. 

Quando todos os outros ingredientes estiverem bem misturados veja se com uma colher de sopa consegue forma-los. Se não, vá adicionando a farinha (ou de quinoa ou de trigo) aos poucos até que a massa fique com mais liga. 

Forme então os mini-hambúrgueres (pegue a quantidade de uma colher de sopa cheia, coloque o conteúdo sobre o prato com a quinoa em flocos e amasse-o levemente para ficar achatado), empanando-os com a quinoa em flocos.

Aqueça bem uma frigideira anti-aderente com um fio de azeite e grelhe os mini-hambúrgueres de ambos os lados. Sirva imediatamente.

Uma receita rende cerca de 12 unidades, dependendo do tamanho de cada um. Fica delicioso no Cheeseburguer, acompanhando salada ou mesmo arroz, legumes e o que você quiser. Receita leve, saudável e deliciosa. Obrigada, Daniella!

Bom apetite!

sábado, 14 de abril de 2012

Enfim o mês do auto-estudo

Esse é o niyama que mais admiro e que considero que está na base de todo o código de ética yôgin. Swádhyáya é olhar para dentro de si e perceber os mecanismos físicos, emocionais e mentais que fazem você ser quem é. É a observância constante de todas as atitudes que tomamos.

Podemos trabalhar auto-estudo fazendo qualquer coisa, em qualquer lugar: no trabalho, nos estudos, com a família, amigos, lendo um livro, na prática de Yôga ou de qualquer outra atividade. Para mim é como se pudéssemos nos olhar de longe e, assim, nos enxergar por uma nova perspectiva.

No ocidente o auto-estudo é bastante relacionado às práticas de terapia e psicanálise. São possibilidades interessantes, que podem ajudar, bastante, muitas pessoas a se entenderem melhor. Cabe, porém, pontuar que é uma perspectiva teórica, não-vivencial que se obtém deste processo (faço exceção à prática da bio-energética, de Wilhelm Reich, que é bastante vivencial e integra o corpo em seu trabalho). Não se precisa deitar em um divã para se poder perceber melhor, e este auto-estudo não é necessariamente só no âmbito racional. Na prática do Yôga, juntamente com outras filosofias orientais, utiliza-se da vivência que integra corpo, emoção e intuição para o auto-conhecimento. O resultado é muito diferente e posso dizer com propriedade, pois fiz análise por muitos anos: há uma apropriação das auto-percepções muito maior quando estas são vivenciadas na prática.

Outros caminhos que possuem grande potencial em gerar auto-estudo: viajar para lugares desconhecidos, de preferência sozinho; fazer e assistir teatro, pintar e ir a exposições, ouvir e fazer música; fazer trilhas em meio a bosques, florestas e cachoeiras; escrever poesia.

Estes são apenas alguns que dão muito certo para mim. Faz parte de swádhyáya que cada um observe qual é o caminho de auto-conhecimento para si. Aguardo relatos de experiências e comentários!