"Há os que levantam e fazem e há os que sentam e choram". DeRose
Falei sobre ética em
post recente, agora convido a todos os leitores para sair da teoria. Uma das síndromes da Era intelectual é a dissociação entre discurso e
praxis - muito falatório bonito e uma incorrespondência com as ações e atitudes do indivíduo. Pois bem, tratemos de mudar esse paradigma
agora! Minha propósta é fazer a experiência de um yama/niyama por mês: escreverei minha visão sobre o preceito ético e quem quiser pode passar o mês observando a si mesmo em tal aspecto e através dos posts trocamos experiências e criamos um fórum de discussão!

Começarei essa experiência com ahimsá - a não-agressão. Se você não conhece como esse conceito é desenvolvido no contexto o Yôga leia o
Código de Ética do Yôgin. Por princípio não irei ficar copiando e colando informações que já circulam na internet, pois meu objetivo aqui não é gerar conteúdo vazio e sim possibilitar reflexões a partir de minha experiência à luz de conceitos e temas que considero relevantes. Portanto meus posts sempre terão links para os assuntos dos quais estou tratando.
No caso desse yama sugiro a leitura de post correlato no
blog da Unidade Asa Norte, que sussita muito bem essa reflexão que quero fazer: o quão conscientemente nos relacionamos com os outros? Falar da não-violência é quase esteriotipado no Yôga e na Índia, mas até que ponto estamos aplicando isso à nossas vidas e em quais níveis? A agressividade está presente, mais ou menos em todos os indivíduos, e é considerada necessária pela maioria para a sobrevivência:
precisamos ser agressivos dentro da estrutura social capitalista para existirmos no mercado e nas relações. Será?
Eu particularmente tenho dificuldade de ver esse conceito aplicado. Não gosto de ser agredida e não faço com os outros o que não quero que façam comigo. Admito que em muitas situações é preciso ser firme e se impor, mas isso não é sinônimo de ser violento!
Esse mês vamos observar? Agressão com a natureza - animais, plantas, com o planeta em geral; agressão com outras pessoas - muitas vezes que amamos; e sobretudo auto-agressão. Espero os relatos e pensamentos de todos!